Primeiro transplante de medula alogênico do Ceará tem resultados positivos

21 de fevereiro de 2014 - 13:18

O primeiro transplante de medula alogênico, realizado no dia 11 de fevereiro pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará – Hemoce, em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), tem pega de medula (Enxertia), o que significa que a medula está funcionalndo normalmente, no décimo dia após o procedimento. Normalmente, esses sinais aparecem entre o décimo e o décimo quinto dia. A paciente, de 29 anos, de Tabuleiro do Norte, sofria de leucemia aguda grave. De acordo com o chefe da equipe de transplante de medula e coordenador do Banco de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), Dr. Fernando Barroso, deve ter alta semana que vem.

Há seis pacientes aguardando doação de medula compatível. Cerca de 25% dos pacientes têm a chance de encontrar um doador compatível entre irmãos. Caso não seja encontrado entre familiares, procura-se no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A chance de encontrar alguém compatível é de 1 a cada 100 mil pessoas.

“Já existe uma pessoa sendo avaliada para a realizaçao do segundo transplante de medula alogênico, com doador, mas ainda não temos uma data certa”, disse Barroso, confiante quanto ao novo serviço oferecido pela rede pública do estado. Antes, o procedimento era realizado apenas nos hemocentros de São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, com a autorização do Ministério da Saúde, em outubro 2013, o Ceará não precisa mais encaminhar seus pacientes para Atendimento Fora de Domicílio (TFD), ou seja, em outros estados.

Desde 2012, o Hemoce, também em parceria com o Hospital das Clínicas, iniciou a coleta em doadores para transplante de medula óssea alogênico, não aparentado. Antes, na região nordeste, o procedimento era realizado apenas nos hemocentros de Natal e Recife.

Transplante autólogo

Desde setembro de 2008 o Hemoce, em parceria com o Hospital Universitário, realizam transplantes de medula autólogo (o paciente recebe células sadias da própria pessoa). Ao todo, 128 procedimentos foram realizados até agora.

Como ser doador?

O Hemoce é responsável pelo cadastro dos doadores de medula óssea desde o ano 2000. Atualmente, a Hemorrede Estadual possui mais de 119 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). É importante ressaltar que quanto maior o número de pessoas cadastradas, maiores as chances de encontrar um doador compatível. A compatibilidade entre o doador e o receptor é definida por um conjunto de genes, que devem ser iguais.

Para se cadastrar como doador de medula óssea é necessário:

– Ter entre 18 e 55 anos
– Estar bem de saúde
– Não ter tido câncer
– Não ter comportamento de risco para DSTs
– Apresentar documento de identidade e comprovante de endereço

Assessoria de Imprensa do Hemoce
Luiza Dantas ( luiza.dantas@hemoce.gov.br)
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