Hemoce realiza primeira visita domiciliar de resgate ao paciente
13 de fevereiro de 2014 - 12:23
Aconteceu na manhã desta quarta-feira (12/02),a primeira visita domiciliar de resgate ao paciente do Ambulatório de Hemoglobinopatias do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará – Hemoce. O novo serviço tem objetivo de promover visitas às pessoas com doença falciforme, que foram atendidas pelo menos uma vez no hemocentro, e, por algum motivo, não retornaram para dar continuidade ao tratamento. Os profissionais do Hemoce em um primeiro momento, tentam entrar em contato com a pessoa por telefone, caso não tenham êxito, vão ao encontro dos mesmos em suas residências. “Essa paciente veio ao hemocentro, pela última vez, em janeiro de 2011 e nunca mais apareceu, então nós ficamos preocupados. A intenção desse novo trabalho, é trazer de volta esses pacientes e conscientizá-los quanto a sua responsabilidade na realização de seu tratamento”, disse Adlene Faustino, enfermeira do ambulatório. Dr. Osanildo Nascimento, médico do ambulatório, também acompanhou este momento tão importante para o Hemoce e, em especial, para a população cearense. As visitas devem acontecer a cada 15 dias, dependendo da necessidade de cada paciente.
A doença falciforme é uma doença hereditária, causada por uma alteração genética, onde a hemoglobina S, é produzida no lugar da Hemoglobina normal (Hemoglobina A), presente nas pessoas adultas que não apresentam a doença. O tratamento é baseado, principalmente, na prevenção de situações que levam à alteração das hemácias, isso é feito através da manutenção do calendário de vacinas em dia, tratamento de infecções, evitando exposição a temperaturas extremas. As crises podem ser tratadas com o uso de analgésicos em casa ou na unidade de saúde, dependendo da gravidade. Em casos de urgência, é aconselhável procurar o serviço de saúde, por isso a importância do contato constante do Hemoce com seus pacientes, no sentido de orientar como proceder em todas as situações e oferecendo o suporte necessário.
SINTOMAS DA DOENÇA FALCIFORME:
– Anemia, com icterícia (olhos amarelos)
– Dores ósseas e articulares
– Atraso no crescimento e desenvolvimento infantis
– “Síndrome Mão Pé”, com inchaço e dor em punhos, tornozelos e dedos. Em geral nas crianças até 2 anos de idade.
– Risco aumentado de infecções, dentre outros.
Para quem não sabe, o Hemoce vai além das doações de sangue. O hemocentro conta com um Ambulatório de Hemoglobinopatias e Coagulopatias Hereditárias, como a hemofilia, a doença de von Willebrand (DvW), dentre outras. O quadro profissional é composto por médicos (hematologista, hemoterapeuta, clínico, ortopedista), farmacêuticos, bioquímicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos, assistentes sociais e psicólogos, que dão o suporte necessário para que um serviço de qualidade e excelência sejam oferecidos à população cearense, desde a consulta até como lidar com a doença no dia-a-dia.
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Assessoria de Imprensa do Hemoce
Luiza Dantas ( luiza.dantas@hemoce.gov.br)
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