Hemoce conquista selo Organização Parceira do Transplante
19 de julho de 2013 - 03:00
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) foi reconhecido pela Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), do Ministério da Saúde como uma instituição colaboradora no desenvolvimento de projetos e esforços empreendidos na promoção e qualificação do processo de doação e transplantes no Brasil.
O reconhecimento do Hemoce foi instituído através da Portaria nº 1080/2013 que cria e autoriza a utilização do selo “Organização Parceira do Transplante”. O recebimento do Selo implica na autorização de sua reprodução, gratuita e exclusiva, por três anos a contar da data de publicação da portaria, 5 de junho do ano em vigência.
No Ceará, o primeiro transplante autólogo realizado através do Sistema Único de Saúde (SUS) aconteceu no ano de 2008 e desde então o número de transplantes é crescente ano a ano. Foram dois transplantes em 2008, sete em 2009, 14 em 2010, 17 em 2011, 26 em 2012 e este ano, 25 até agora. Além disso, desde o início da criação do Núcleo de Medula Óssea da instituição, 151 pessoas já foram convocadas pela segunda vez como potenciais doadores para os testes de compatibilidade. O Hemoce já realizou cinco coletas não aparentada de doadores cearenses para pacientes internacionais, residentes na Itália, Estados Unidos e Portugal e dois nacionais, em São Paulo. Na coleta realizada para os Estados Unidos, o Hemoce recebeu um agradecimento do maior Centro de Excelência dos Estados Unidos, o National Marrow Donor Program (NMDP), por cumprir todas as exigências feitas pela instituição.
Vale ressaltar que no último mês de junho, no 6º Encontro do Registro de Doadores de Medula Óssea e Bancos Públicos de Cordão Umbilical, no Instituto do Câncer (Inca – RJ) a equipe do Hemoce foi reconhecida por contribuir com o transplante no País. Para a Coordenadora do Núcleo de Medula Óssea do Hemoce , Francisca Rodrigues, o reconhecimento não seria possível sem o comprometimento da equipe multidisciplinar da Hemorrede e dos doadores. “O sucesso é devido a integração da equipe, bem como, a disponibilidade e o sentimento de solidariedade e sensibilidade da sociedade”, afirmou.
Cadastro de medula óssea
Para aumentar as chances de vida dos pacientes que necessitam de transplante alogênico, é preciso aumentar o número de pessoas cadastradas como doadores de medula óssea. Atualmente, o Ceará reúne mais de 117 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Vale ressaltar que no Brasil as chances de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil, por isso, quanto mais pessoas cadastradas mais chances de compatibilidade.
A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemia, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando ele recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o alogênico, quando precisa receber células da medula de outra pessoa.
Para se cadastrar é muito simples, basta estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motorista ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10ml de sangue.
O cadastro para doador de medula óssea é único, por isso, é importante mantê-lo atualizado. Se o seu cadastro foi realizado através do Hemoce, a mudança de dados podem ser enviadas para o e-mail nucleo.medula@hemoce.ce.gov.br . Caso não tenha sido feito através da Hemorrede do Ceará, o cadastro deve ser alterado através do site do Instituto Brasileiro de Câncer (Inca).
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Assessoria de Imprensa do Hemoce
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