Manhã de comemorações aos pacientes com Doença Falciforme

20 de junho de 2013 - 17:25

 

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) através do Ambulatório de Hemoglobinopatias realizou na manhã de hoje, 20 de junho, uma programação especial em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, no auditório da instituição. A programação foi direcionada aos profissionais e pacientes do Hemoce. A data comemorada mundialmente em 19 de junho e foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de alertar sobre a deficiência por ser uma das doenças hereditárias mais comuns no País.

 

No início do evento, a diretoria do Hemoce, Luciana Carlos e Franklin José, deram as boas vindas e parabenizaram os pacientes juntamente com seus familiares e profissionais do hemocentro. O representante da Cefal, Ronaldo Pedrosa, agradeceu a presença de todos e ao Hemoce  pelo espaço e luta na melhoria do tratamento da deficiência. “Contar com a participação de vocês é a prova de que podemos melhorar mais e acompanhar de perto a evolução e problemas da doença”, falou.

 

A programação seguiu com a apresentação do grupo de teatro da Universidade Federal do Ceará (UFC), Versos de Boca e também do grupo Melêjus que adaptou aos personagens do sítio do pica-pau amarelo um dos temas mais discutidos da doença, o autocuidado. Depois da diversão, os presentes assistiram a testemunhos de pacientes, profissionais e familiares. 

 

Doença Falciforme

 

A doença falciforme é um nome utilizado para doenças causadas pela presença de uma hemoglobina (é uma proteína responsável pelo transporte de oxigênio aos tecidos. Está presente nos glóbulos vermelhos do sangue) anômala, a Hemoglobina S nos glóbulos vermelhos. A deficiência é hereditária. 

 

As hemácias das pessoas com a deficiência sofrem alterações que modificam sua forma (adquirem a forma de foice ou meia lua) e as tornam mais rígidas, dificultando sua passagem pelos vasos sanguíneos, dificultando assim a circulação sanguínea e a oferta de oxigênio aos tecidos. Os principais sintomas da doença são: anemia, com icterícia (olhos amarelos); dores ósseas e articulares; atraso no crescimento e desenvolvimento infantis; síndrome “mão pé”, com inchaço e dor em punhos, tornozelos e dedos e risco aumentado de infecção, dentre outros. 

 

A deficiência é diagnosticada através do Teste do Pezinho, que deve ser realizado na primeira semana de vida e através da Eletroforese de Hemoglobina, a ser realizada nas crianças a partir dos 4 meses e nos adultos que não realizaram o Teste do Pezinho. No Ceará, o Teste do Pezinho está disponível nas Unidades de Saúde. 

 

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Assessoria de Imprensa do Hemoce

Suzana de Araújo Mont’Alverne

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